sábado, 26 de novembro de 2011

Dorival mescla liberdade e cobrança, e D’Ale o resume: ‘Não incomoda’


Dorival Junior e Fernandão no treino do Internacional (Foto: Marcos Nagelstein / VIPCOMM) 
Dorival está com moral dentro do elenco colorado
(Foto: Marcos Nagelstein / VIPCOMM)
Dorival Júnior encerrará 2011 com quatro meses de trabalho como técnico do Inter. Se cumprirá o objetivo mínimo no Brasileirão, com a conquista de uma vaga na Libertadores, só as duas últimas rodadas vão dizer. Mas ele pode se orgulhar de ter coordenado uma caminha de ascensão do time no campeonato. E com controle sobre o grupo.
O atual treinador do Inter se diferencia de seus antecessores. Não cobra os jogadores ao extremo, caso de Celso Roth, e não tem uma ascendência exagerada sobre eles, como era com Falcão, dentro de seu papel de ídolo histórico do clube. Faz o simples, com discrição, e assim tem o respaldo suficiente do elenco. É um profissional que não atrapalha a vida dos atletas, como observou o meia D’Alessandro.
- O Dorival é um cara simples, que não incomoda. Essa é a verdade. É trabalhador, fala muito cm o grupo, mas não fica muito em cima. Ele foi jogador, sabe como se reage quando fica muito em cima, quando quer dar muita palestra. Ele sabe disso. Chegou nos últimos meses do ano, com o grupo cansado de muita coisa. Esse ano foi muito puxado. Ele foi jogador, e soube como diferenciar isso para nos tratar da melhor maneira. Taticamente, sobre o pensamento, não entro nessa. Mas é um cara legal, tranquilo. A gente está cômodo, está bem – comentou o camisa 10.
Dorival tenta ficar no meio-termo entre a liberdade e a cobrança. Não gosta de marcação sobre seus atletas quando eles não estão no clube. Lá dentro, porém, pede dedicação máxima.
O Dorival é um cara simples, que não incomoda. Essa é a verdade. É trabalhador, fala muito cm o grupo, mas não fica muito em cima"
D'Alessandro
- É difícil saber se não incomodo. Eu procuro ficar atento. Minha participação com os atletas é a partir do momento em que eles entram pela porta do vestiário. Não me preocupa o extracampo. Peço que estejam concentrados, comprometidos. É um elenco grande, de 30 e poucos, e ficam dez ou 12 treinando fora. Mas um que está ali pode ser relacionado. É um meio de sempre motivar. Procuro ficar próximo do atleta, buscando acrescentar em quem queira algo diferenciado. No mais, procuro dar a liberdade. O atleta profissional precisa dessa liberdade. Mas cobro resultados. Quando entra no vestiário, é preciso analisar em todos os sentidos, ver se está exagerando para mais ou para menos. Mas o principal é lá dentro, o trabalho de campo, a repetição. Para mim, futebol é trabalho com repetição – disse o treinador.
Foram raros os problemas de Dorival com atletas. Houve um momento em que ele não viu João Paulo mergulhado no clube, e aí o guri perdeu espaço. Houve outro em que se irritou com Juan, expulso contra o Fluminense por reclamação, e aí afastou o zagueiro. Das dificuldades, a maior foi com Zé Roberto, um atleta que ele não conseguiu reintegrar.
Mas foram exceções. Sem estardalhaço, o técnico solidificou seu trabalho no Inter. Está garantido para 2012, aconteça o que acontecer nas rodadas finais do Brasileirão.
- Vai ser bom começar o ano que vem com um treinador que a gente já conhece – disse D’Alessandro.

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